PARTICIPAÇOES NO FORUM
Módulo 1/ Tarefa 1 – Reflexão sobre a evolução do conceito de Web
Depois de algumas consultas das fontes sugeridas (e das intervenções dos colegas), tenho de confessar que ainda me sinto um pouco perdida na definição dos conceitos Web 1.0 e Web 2.0, porque tenho lido informações diferentes e algumas até díspares. Noto, no entanto, consenso no que se refere ao conceito de Web, enquanto sistema de acesso à informação.
Partindo da imagem apresentada, o que mais desperta a minha atenção é a passagem de uma rede centrada no sistema que fornece a informação (Web 1.0), vocacionado mais para permitir a consulta ou o “consumo” de informação, na minha perspetiva, (por exemplo, sites pessoais, publicação, etc.), para um sistema que se altera a cada instante (Web 2.0) e que possibilita e estimula o envolvimento do utente, poder-se-ia dizer até do “informando”, que é levado, e às vezes até seduzido, a participar e a criar também informação disponível para os outros utilizadores (por exemplo, blogues, …).
A Web 2.0 é um sistema muito complexo, parece-me, com inúmeras potencialidades de exploração e utilização, com grandes vantagens para os utilizadores informados e bem orientados. Todavia, a meu ver, urge formar as pessoas, os formadores, os professores, os educadores, os alunos, para que esta “rede” não seja usada de forma desregrada e muitas vezes caótica. Este é um dos motivos por que me inscrevi nesta ação: contribuir para que a utilização dasTIC, particularmente da Web 2.0, seja um facilitador da aprendizagem e do ensino.
Quero deixar uma última reflexão, a propósito da ideia avançada pelo colega Yann (com quem já trabalhei!) relativamente ao “que acontecerá ao papel do professor”. Acredito que o professor será sempre o professor “de carne e osso” e que nenhuma “inteligência artificial” o poderá substituir, porque não consigo imaginar inteligência artificial humana. Para mim, é esta a característica que distingue o professor da “escola virtual”. O que terá de mudar será o conhecimento e o domínio que o professor deve ter das tecnologias. Não sinto o papel do professor ameaçado. Sinto ameaçada a formação de muitos jovens que consomem tecnologia sem conhecer os seus perigos e efeitos nefastos. Por isso, creio que a escola terá muito a fazer nesta área, dada a amplitude dos meios ao dispor de todos …
Módulo 1 / Tarefa 2 – Definição do conceito de Web 2.0
Desde que surgiu, em 2004, o conceito de Web 2.0 tem gerado alguma controvérsia. Alguns especialistas (como o criador da WWW, Tim Berners-Lee) alegam até que a designação não tem sentido, porque utiliza componentes anteriores ao próprio aparecimento da Web. Aqueles que defendem este conceito (Web 2.0), associam-no a uma espécie de Web social, designação que me parece adequada, dado que a Web 2.0 existe a partir do momento em que o recetor de informação passou a ser também emissor e criador de informação.
Em síntese, a Web 2.0 existe porque “nós”, os “utilizadores-recetores-emissores-recetores” (a junção dos termos é minha), queremos. A este respeito, gostei particularmente do vídeo «A máquina somos nós.». Se somos nós os criadores, não devemos ter medo do que criamos, mas devemos estar atentos, porque podemos ser muitos milhões a produzir informação.
Muitas vezes, assusta-me esta multiplicação constante de informação, que não para de crescer. Por isso, participação é, para mim, a palavra-chave, porque não podemos ignorar esta realidade.
Termino, citando o fundador da Web 2.0, Tim O'Reilly: “ a Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma, (…) aproveitando a inteligência coletiva". Das lições da história, sabemos que nem sempre a inteligência coletiva levou a Humanidade a bom porto, houve, aliás, tempos trágicos, porque muitos preferiram ignorar a realidade.
Não sou fatalista, nem acredito que é a Internet o mal de todas as coisas, mas conhecendo melhor o seu funcionamento, poderemos não só tirar proveito do que nos pode permitir em termos de conhecimento, mas também saber os riscos que corremos nesta teia de informação. Todos nós somos uma peça deste puzzle … (a imagem foi copiada do Google Imagens)
Módulo 1 / Tarefa 3 - Reflexão sobre as potencialidades das tecnologias móveis em contexto educativo.
Com base na leitura da bibliografia referenciada no plano de estudos desta tarefa, agradou-me particularmente esta passagem da introdução do documento «Uso do SMS em contexto educativo» (Adelina Moura e Ana Amélia Carvalho), relativamente ao m-learning: «Mas o objetivo não é desafiar, nem substituir outras formas de interação, trata-se de uma metodologia complementar que pode apoiar, enriquecer e aumentar as experiências de aprendizagem dos alunos.».
Sublinho esta passagem porque encaro qualquer tecnologia como um complemento em termos de metodologia de ensino e de aprendizagem, nunca como forma de substituir outras formas de interação, característica inerente ao próprio processo de ensino-aprendizagem.
Mesmo que aos mais reticentes, ou resistentes (também já o fui!), à utilização das tecnologias móveis em contexto educativo custe aceitar que essas tecnologias podem facilitar o ensino e, sobretudo a aprendizagem, defendo que não devemos ignorar a realidade. De facto, os alunos do século XXI encaram as tecnologias móveis como algo natural nas suas vidas. Em conversa com os alunos, refiro-me muitas vezes ao telemóvel com a expressão «o melhor amigo», esperando uma reação estranha da parte deles, mas eles confirmam, com naturalidade, que o telemóvel é para eles «um amigo indispensável». Claro que, para mim, isto é um exagero, e lembro-lhes sempre que não devem iludir-se … Quero com isto dizer que é indiscutível a importância que as tecnologias móveis têm na vida dos nossos jovens e que nós não podemos virar as costas a esse facto. No entanto, da constatação dessa realidade à utilização destas tecnologias em contexto de aula há um caminho, talvez bastante sinuoso, a percorrer, pois, como é referido no documento «A Web 2.0 e as Tecnologias Móveis», «é também necessário adaptar os conteúdos pedagógicos às plataformas utilizadoras e modelar os aprendentes como participantes criativos e comunicantes e acima de tudo com sentido crítico, em vez de consumidores passivos.». Na verdade, uma das minhas maiores preocupações a este respeito é que venhamos a ter alunos que sabem quase tudo sobre a forma como manusear as tecnologias, mas que não querem conhecer aquilo que é realmente o objeto de estudo, como compreender um facto histórico, por exemplo, ou apresentar uma visão crítica desse facto.
No fundo, temo o esvaziamento do conteúdo e a excessiva valorização dos meios que podem, de forma mais simplificada ou superficial, levar os alunos a conhecer esse conteúdo. Lembro aqui a posição de Gilles Lipovtsky, na sua obra L’Empire de l’éphémère, que constata haver cada vez mais uma «insustentável leveza do sentido» (capítulo IV), tratando-se, a meu ver, da forma muitas vezes “leviana” (atrevo-me a dizer) como se aborda o sentido, o saber, o conteúdo, o conhecimento, em proveito de uma excessiva valorização da forma, seja da estrutura, seja da forma ou meio de ensinar e aprender.
Sou adepta do uso moderado das tecnologias, móveis ou outras. Como li no documento já citado, proibir o telemóvel ou outra tecnologia móvel não é a solução, mas também não acredito que haja soluções definitivas, porque a própria tecnologia se altera a grande velocidade. Resta-nos, enquanto responsáveis pelo ensino das crianças e jovens, conhecer melhor as tecnologias e aproveitar o que nos podem oferecer enquanto ferramentas de aprendizagem, sem esquecer que devemos ter consciência de que tudo evolui muito rapidamente e de que precisamos de estar em constante atualização.
Com base nas fontes que consultei, reconheço que, em teoria, as tecnologias móveis trarão vantagens, principalmente a da mobilidade, quer dos meios em si, quer das pessoas, quer dos contextos, físicos ou socias, mas também a da interação, sendo esta indispensável à aprendizagem. Na prática, nunca experimentei as tecnologias móveis em contexto de ensino aprendizagem, mas estou recetiva a fazê-lo, não em vão ou apenas para dizer que utilizei ou levei os alunos a utilizar essas tecnologias, por exemplo, o telemóvel, mas se entender que esse meio vai facilitar o acesso ao conhecimento ou enriquecer o aluno em termos de saber. Usar as novas tecnologias é de facto um saber que eu espero aprofundar com esta formação.
Módulo 4 / Tarefas 1 e 2 – Elaboração e publicação de um mapa conceptual e reflexão sobre o uso pedagógico dos mapas conceptuais
A utilização de mapas conceptuais é uma prática já com alguns anos usada no ensino das mais diversas matérias. Contudo, trata-se de uma estratégia de abordagem de conteúdos teóricos usada em múltiplos contextos. Por exemplo, em contextos empresariais e comerciais, os mapas conceptuais são frequentemente utilizados para divulgação de estratégias de trabalho, no contexto empresarial, ou para divulgação de novos produtos, no contexto comercial.
No ensino, os mapas conceptuais são usados de várias formas e com diferentes objetivos e orientações. Dos mapas conceptuais que analiso com frequência em manuais escolares, não aprecio aqueles cujos criadores tentam expor a análise de um texto literário através de um mapa conceptual, porque, se não houver cuidado, este tipo de abordagem pode limitar as hipóteses de leitura de um texto ao aluno ou induzi-lo a uma interpretação que muitas vezes deturpa o sentido original do texto. Já no ensino da língua (regras gramaticais e suas implicações mútuas, por exemplo), considero que os mapas conceptuais, seguindo os passos de Novak, o seu criador, constituem uma estratégia apropriada para facilitar a aprendizagem de conteúdos por vezes complexos, ajudando o aluno a captar melhor o seu significado e, depois, a sistematizar as principais ideias do que aprendeu. Deste modo, os mapas conceptuais são, para além de um bom método de o aluno aprender e estudar (por exemplo, rever matérias), também uma boa forma de organizar o seu conhecimento, estruturando-o para uma futura consulta (por exemplo, aconselho-o aos alunos que se preparam para exame).
Da informação teórica que consultei na página desta oficina, apreciei particularmente o Documento 1, de João Gouveia, pela forma completa como aborda esta estratégia de ensino e de aprendizagem. Nesse sentido, destaco as seguintes características que, segundo o autor, qualquer mapa conceptual deve possuir:
. centrar-se no aluno;
. atender ao desenvolvimento de destrezas de quem aprende e não servir apenas a memorização;
. conduzir o aluno a um desenvolvimento harmonioso de todas as suas dimensões, por exemplo, a autoestima e a confiança.
De facto, os mapas conceptuais podem facilitar o processo cognitivo ou aprendizagem. Todavia, creio que é necessária uma utilização pensada deste método, pois o estudo de um assunto que requer várias leituras e análises não pode ser substituído por um simples mapa conceptual. O mapa conceptual, neste caso, deverá surgir como estratégia de seleção de informação e de registo, a posteriori, escolhendo-se bem as «palavras de enlace», para que o aluno consiga de forma mais simplificada reter a informação necessária.
Quero ainda acrescentar que ao longo da minha experiência de ensino fui notando que os alunos apreciam que o professor recorra à elaboração de mapas conceptuais e que cada vez mais os utilizo, porque, o que para o professor parece, por vezes, ser muito óbvio, para o aluno é muitas vezes a primeira vez que está a contactar com aquela matéria.
Módulo 5 / Tarefa 1 – Ambientes imersivos - «Second Life»
Quanto a esta ferramenta, tem muitas potencialidades, mas preciso de algum tempo para a descobrir e dominar. Creio que deve ser muito estimulante para a aprendizagem de alguns conteúdos, mas, a meu ver, para aplicar com grupos de alunos não muito grandes. Será mais uma ferramenta para ir descobrindo. Apercebi-me de que os mais pequenos a dominam perfeitamente, sobretudo os que já são seguidores de SIMS e outras plataformas semelhantes. Será ideal para as línguas estrangeiras. Gostava de testá-la com os meus alunos de Francês, mas tem o inconveniente de precisar de instalação, e os computadores da Escola não sei se têm capacidade suficiente.